Não espere do amanhã – frase que anda em looping na minha mente.
Entre canetas, lápis, borracha, clipes e bloco, penso incessantemente no que desenhar, quero um registro do hoje.
Entre formas e fatos, não sou o centro, só faço parte dessa história.
Entre o rascunho e o real, me preocupo mesmo é com a obra final.
Rabiscos...
Penso em apagar alguns riscos, outros penso em colorir, alguns ainda quero deixar de canto, os que sobrarem fazem parte do que há por vir.
Meu desenho é colaborativo, cheio de intervenções, refém da decisão de compartilhar, entre o apagar e o admirar, entre o saber e o esperar, entre o falhar... e falhar...
No bloco existem folhas amassadas, não me importo, na verdade até gosto, de certa forma de lembrar o passado sem que ele esteja rasgado. Com isso planejar o futuro.
Rabiscos...
Espero pela história de cada risco.
“E onde a sorte há de te levar
Saiba, o caminho é o fim, mais que chegar
E queira o dia ser gentil
À tua mão aberta pra quem é...”