A história de hoje, não é sobre como Clara chegou na Torre, mas como saiu de lá.
Os dias eram intensos, como brincar com o tempo, parece que nada tinha hora, tudo estava fora do lugar, tudo ficava pior quando Ele não estava lá.
Tudo que ela podia ver além de sua solidão era através de uma pequena janela, onde se concentrava no silêncio da noite, onde a imaginação ganhava asas e ela podia se ver livre, desprendida de suas amarras, livre para viver, além da teoria...livre pra te encontrar.
“Tire essa venda dos olhos, não permita que te roubem a liberdade..” - Certo dia acordou e a pequena janela se encontrava fechada, o coração acelerou, ela foi até a janela tentou abrir, mas não consegui. Clara não conseguia ver a luz do dia, pouco a pouco as lágrimas tomaram conta de seus olho, escorriam pelo seu rosto, Clara sentia medo.
“O que brilhava, não brilha mais para mim...” - Em meio a escuridão ela delicadamente se deitou no chão, como se entregasse a aquele estado, foi então que viu no vão da esquecida porta um fiozinho de luz. O coração de Clara acelerou, ela foi chegando perto, a luz aumentava, foi então que clara tocou na porta e espiou por debaixo do vão entre ela, lá fora a claridade era tão intensa que não aguentou olhar por muito tempo, Clara sorrio.
Decidiu se levantar e rapidamente colocou as mãos sobre a maçaneta, por um instante hesitou na tentativa de abrir, aquilo que a mantinha presa. Virou delicadamente e para seu espanto ela se abriu,Clara não acreditava! - Como podia estar aberta? - Havia um homem aos pés da escada ela não o viu direito, mas ele a iluminava.
Clara nunca soube se a porta sempre estivera aberta, mas de uma coisa tinha certeza antes daquele dia sob a escuridão, ela nunca tivera a iniciativa de sair dali. Não sabemos ainda o que acontecerá com Clara, mas no momento sei que ela corre. Corre atrás da luz. Corra, Clara, corra.
“And though You're invisible, I'll trust the unseen[...]”
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Drama Queen
“Ah nem, ah não, ah nem dá!” - Ela repetia para si mesma em desesperadas crises de choro contínuo. Não se sabia a causa, nem culpado, se é que ela não era a única culpada de protagonizar uma cena de comover multidões, digna de filme com veia emotiva e feminina.
“Eu vivo a vida na ilusão, entre o chão e os ares, vou sonhando em outros ares, vou...”
Falta ar, ofegante entre uma lágrima e outra, a dor que sente a torna impotente, debilitada é consumida pelo seu sofrimento, suas energias se esgotam e lhe resta se encolher num cantinho qualquer e torcer para que o esquecimento tome conta de sua mente.
“É de imaginar bobagem
quando a gente liga na televisão
toda dor repousa na vontade
todo amor encontra sempre a solidão”
Sua cena, seu show, holofotes iluminam o perímetro onde se encontra, ou se esconde, como preferir. Ela não quer ser assim, ela não queria chorar, no fundo só queria dançar, dançar com leveza e delicadeza de anjos que 'descansam' sobre paz divina.
“todos os encontros todos os poemas
manda me avisar, todos os embates todos os dilemas, manda me avisar...”
Na TV não é mais a mesma, no rádio se muda o som, no diário se enxuga lágrimas, no coração se marca feridas.
“[...]manda me avisar eu sei, todo ser humano, pode ser um anjo.”
Como estampa da alma, ela renega seu jeito, num impasse cíbrido entre drama e razão, ela se espalha, cai no chão, se levanta, quer ajuda, mas não segura nenhuma mão, faz drama, mas no fundo só quer atenção, não escolheu ser assim, mas dominada deixa externar sua fraqueza, como fraca, quer ser da realeza, mas ter paz.
“A paz de estar em par com Deus, pode rir agora...”
“Eu vivo a vida na ilusão, entre o chão e os ares, vou sonhando em outros ares, vou...”
Falta ar, ofegante entre uma lágrima e outra, a dor que sente a torna impotente, debilitada é consumida pelo seu sofrimento, suas energias se esgotam e lhe resta se encolher num cantinho qualquer e torcer para que o esquecimento tome conta de sua mente.
“É de imaginar bobagem
quando a gente liga na televisão
toda dor repousa na vontade
todo amor encontra sempre a solidão”
Sua cena, seu show, holofotes iluminam o perímetro onde se encontra, ou se esconde, como preferir. Ela não quer ser assim, ela não queria chorar, no fundo só queria dançar, dançar com leveza e delicadeza de anjos que 'descansam' sobre paz divina.
“todos os encontros todos os poemas
manda me avisar, todos os embates todos os dilemas, manda me avisar...”
Na TV não é mais a mesma, no rádio se muda o som, no diário se enxuga lágrimas, no coração se marca feridas.
“[...]manda me avisar eu sei, todo ser humano, pode ser um anjo.”
Como estampa da alma, ela renega seu jeito, num impasse cíbrido entre drama e razão, ela se espalha, cai no chão, se levanta, quer ajuda, mas não segura nenhuma mão, faz drama, mas no fundo só quer atenção, não escolheu ser assim, mas dominada deixa externar sua fraqueza, como fraca, quer ser da realeza, mas ter paz.
“A paz de estar em par com Deus, pode rir agora...”
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