“Ah nem, ah não, ah nem dá!” - Ela repetia para si mesma em desesperadas crises de choro contínuo. Não se sabia a causa, nem culpado, se é que ela não era a única culpada de protagonizar uma cena de comover multidões, digna de filme com veia emotiva e feminina.
“Eu vivo a vida na ilusão, entre o chão e os ares, vou sonhando em outros ares, vou...”
Falta ar, ofegante entre uma lágrima e outra, a dor que sente a torna impotente, debilitada é consumida pelo seu sofrimento, suas energias se esgotam e lhe resta se encolher num cantinho qualquer e torcer para que o esquecimento tome conta de sua mente.
“É de imaginar bobagem
quando a gente liga na televisão
toda dor repousa na vontade
todo amor encontra sempre a solidão”
Sua cena, seu show, holofotes iluminam o perímetro onde se encontra, ou se esconde, como preferir. Ela não quer ser assim, ela não queria chorar, no fundo só queria dançar, dançar com leveza e delicadeza de anjos que 'descansam' sobre paz divina.
“todos os encontros todos os poemas
manda me avisar, todos os embates todos os dilemas, manda me avisar...”
Na TV não é mais a mesma, no rádio se muda o som, no diário se enxuga lágrimas, no coração se marca feridas.
“[...]manda me avisar eu sei, todo ser humano, pode ser um anjo.”
Como estampa da alma, ela renega seu jeito, num impasse cíbrido entre drama e razão, ela se espalha, cai no chão, se levanta, quer ajuda, mas não segura nenhuma mão, faz drama, mas no fundo só quer atenção, não escolheu ser assim, mas dominada deixa externar sua fraqueza, como fraca, quer ser da realeza, mas ter paz.
“A paz de estar em par com Deus, pode rir agora...”
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