sábado, 24 de abril de 2010

DIVIDIR X COMPARTILHAR

A menina levanta cedo coloca uma roupa confortável e vai a feira.Caminhando entre tantas barracas de frutas e legumes, ela avista de longe na barraca de um senhor simpático lindas maçãs, compra 4 e sai contente.
No caminho de volta pra casa ela o vê o menino, ela sabia que no fundo ele precisava de algo,
ela com seu jeito extrovertido se apresenta e decide dar 2 das maçãs que ela havia comprado.
Ele sorriu meio sem jeito, mas de maneira sincera. Ela sorri um sorriso grande e largo, mas se pergunta: e agora aonde ele vai comer estas maçãs?



s.f. Ato de dividir.
Separação.
Repartição; distribuição.


Algo me incomodou profundamente esta semana, a briga em minha mente não cessava e nenhuma parte se interessava em pedir trégua. Dividir ou compartilhar? E que resposta esperar
desta atitude?


s.f. Ato de compartilhar.
Tomar parte em ou de alguma coisa.
participar de alguma coisa.
partilhar algo com alguém.
compartir algo ou alguém.

De uma coisa eu tinha certeza, pelo menos pra mim, dividir e compartilhar não eram a mesma coisa!
O Menino olhou para menina e agradeceu, agora ele se perguntava: Convido ela para ir ao parque para comermos as maçãs? Ou vou para minha casa e como lá, afinal já agradeci a ela.
Quando você decide partilhar de algo com alguém, você deve saber que transformar isso em divisão ou compartilha depende de ambas as partes, é intenção e resposta conduzindo. Confesso que normalmente penso no compartilhar, gosto do momento, de conversar, sorrir e ouvir tudo sobre o outro, mas as vezes é necessário e por bom senso apenas dividir e dar se por satisfeita com a felicidade do ato.


A menina olha o menino sorri novamente, vire de costas e toma seu caminho, no fundo espera o convite, mas sabe que que o sorriso de gratidão valeu o ato.

O menino a ve saindo da um passo e decide...

sábado, 17 de abril de 2010

E vê a linha fina que separa aqui e ali...

Corre o tempo e ela mal sabe em que dia do mês precisamente estamos, de qualquer forma não importa muito no momento, o que pra ela importa é que os dias de velocidade não percam seu real sentido e não deixem de ser vividos com a intensidade que se deve viver.

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
Clarice Lispector.

Desconhecido, uma escolha que ela ainda realmente não entendeu, mas a fez, volta e meia pensa no viver, no tempo e nas semanas, o que fazer com elas? Desconhecido, isso tem tomado uma parte do tempo conhecido e conformado, na real sensação de se fazer viver algo que difere do tradicional, experimental, o que há de ser, não se sabe. Desconhecido. É Clarice, viver ultapassa qualquer entendimento.

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."
Clarice Lispctor.


Viver. A vida não tem final pré escrito, não segue roteiro e nem tem regras pra enceno. Ela as vezes teima em querer "roteirizar", saber o fim: como e quando? Pra isso na quebra eventual de tradições, vamos ao mergulho, na fuga do roteiro, não quero ser eu a autora de mais uma verdade inventada.

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."
Clarice Lispector

Misturade dois temas que se encontram na história, Clarice em sua belíssima participação neste post fala muito mais da história, do que a própria história...



Já não escolhe, não distingue, tras dentro de si...
Hebert Vianna