sábado, 17 de abril de 2010

E vê a linha fina que separa aqui e ali...

Corre o tempo e ela mal sabe em que dia do mês precisamente estamos, de qualquer forma não importa muito no momento, o que pra ela importa é que os dias de velocidade não percam seu real sentido e não deixem de ser vividos com a intensidade que se deve viver.

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
Clarice Lispector.

Desconhecido, uma escolha que ela ainda realmente não entendeu, mas a fez, volta e meia pensa no viver, no tempo e nas semanas, o que fazer com elas? Desconhecido, isso tem tomado uma parte do tempo conhecido e conformado, na real sensação de se fazer viver algo que difere do tradicional, experimental, o que há de ser, não se sabe. Desconhecido. É Clarice, viver ultapassa qualquer entendimento.

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."
Clarice Lispctor.


Viver. A vida não tem final pré escrito, não segue roteiro e nem tem regras pra enceno. Ela as vezes teima em querer "roteirizar", saber o fim: como e quando? Pra isso na quebra eventual de tradições, vamos ao mergulho, na fuga do roteiro, não quero ser eu a autora de mais uma verdade inventada.

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."
Clarice Lispector

Misturade dois temas que se encontram na história, Clarice em sua belíssima participação neste post fala muito mais da história, do que a própria história...



Já não escolhe, não distingue, tras dentro de si...
Hebert Vianna

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