domingo, 30 de maio de 2010

" A minha janela são estes olhos que brilham."

Ser objeto
No fundo de um quartinho escuro algo reluzia. Do meio da bangunça, desajeitado, cheio de pó, despontava um abajur, a menina logo o pegou, ficou curiosa, queria restaurá-lo.
Levou para um bom lugar, cuidou para deixá-lo pronto para iluminar.
Ele tinha uma boa luz.

Ser objeto
Ainda no armário podia se ver um belo guarda-chuva. Assim que longe da bagunça foi muito usado por onde ele passava, protegeu muita gente, esbanjou seu charme, mas logo veio o verão
ele perdeu sua graça, já lhe faltava interesse, foi esquecido, deixado de canto, ficou por ai.

Isso pede uma trilha:

Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares
Vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar eu vou

É Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar?

Liberdade

(Marcelo Camelo)

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