domingo, 28 de novembro de 2010

Quanto vale a sua palavra?

“É tudo que eu tenho a lhe oferecer, sou eu, é a minha verdade, é parte da minha alma...”

Recorto trechos de um livro e lembro-me de queimá-lo depois de ler...

Lhe mostrou um livro, com figuras bonitas e um triste final, o fitou nos olhos e com lágrimas pediu:
“Só não quero este final, você está certo do que quer?”, ele sorriu como se estivesse emocionado com a história e respondeu: “Claro que estou certo, meu desejo é o 'para sempre'..”.

Ela não o fez jurar, não achava necessário, ele parecia confiável, parecia amá-la.

Vlap, vlap, vlap...folheio para encontrar o próximo trecho.

Ele vai dormir, mas antes disso a chama, com cuidado a olha atentamente, sorri e diz: Você é linda e eu a amo. Ela sorri e ele continua: Fica mais, fica aqui. E ela achando graça, responde: Quem sabe daqui a algum tempo é pra sempre. E ele sorri e diz feliz: É quem sabe!

Vlap – Apenas uma página foi virada, um dia, pra ser preciso algumas horas mais tarde pra que o rumo mudasse.

Fim, sim era o fim. A mudança, o desfazer, o retirar, ela não tinha mais valor algum. Ele amarrou cordas em sua mão e como um boneco de pano trouxe o corpo mole dela perto do dele, dançou, girou, dançou e pra finalizar a jogou na parede, cansou de encenar, perdeu a graça, cansou do brinquedo.

Ela o olhou assustada, não entendia, ele não poderia mentir pra ela, não fazia sentido algum brincar com alguém assim, mas ele jogou.

Quanto valia a palavra dele? Para ele tudo o que ele tinha, para ela TUDO o que ele NÃO tem.

Como boneca caída ela levanta, ele pede perdão a ela, mas do que valia o perdão? Ele não era ingênuo ou desavisado, sabia como evitá-lo, teve chances. Se abraçam, aquele ainda continua sendo um lugar aconchegante, ela não sabe, mas ainda parecia seguro, ela aceita.

Fecho o livro, pode queimar.


Não compreendo os Teus caminhos
Mas Te darei a minha canção
Doces palavras Te darei
Me sustentas em minha dor
E isso me leva mais perto de Ti
Mais perto dos Teus caminhos
E ao redor de cada esquina, em cima de cada montanha
Eu não procuro por coroas, ou pelas águas das fontes.


(...)

Que a visão da Tua face
É tudo o que eu preciso, eu Te direi
Que vai valer a pena
Vai valer a pena
Vai valer a pena, mesmo

Livres para Adorar

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